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O meu sangue ferve.

A efervescência que me sobe à cabeça me traz consciência.

O desabrochar da rosa é o ciclo em si.

E a rosa, canina, feroz, aquela que traz mensagens de amor;

Ela também fere e, eventualmente, morre.

O ciclo vida-morte-vida.

E os úteros seguem potenciais.

Desejo. Escolha. Responsabilidade.

O ato de dar vida é explosivo.

Por isso, escolho dar vida primeiro a mim.

Eu sou a rainha.

E não é vaidade.

O olhar no espelho é um convite ao mergulho.

Ser rainha é escutar minha intuição.

Meu corpo é meu território.

As escolhas são minhas; e as consequências, quem as sente também sou eu.

O fervor. A rosa. O nome. O feitiço.

Que venha abaixo toda forma de dominação.

Eu vomito as regras estúpidas e limitantes.

Eu lanço meus feitiços e com eles me desintoxico.

Eu trago a alegria.

Eu transmuto a dor e a opressão.

Derrubo muros. Furo bolhas.

Meu útero é o meu caldeirão.

Eu lanço feitiços de amor próprio, de liberdade de expressão.

Eu lanço feitiços de autorrealização.

Para que todes sejam livres!

By mARTe

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